SANTOS (SP) — Em um cenário marcado pela ampla oferta de conteúdos educacionais, como e-books, cursos rápidos e webinars, o mercado de marketing digital começa a observar o surgimento de abordagens que priorizam a aplicação prática e a eficiência operacional. É nesse contexto que o empreendedor Diego Martinez, fundador da agência Marttenzi, sistematizou o chamado Marketing de Ferramenta.
A metodologia parte de uma premissa simples: em vez de concentrar esforços exclusivamente em mensagens persuasivas, a estratégia propõe a criação de ativos funcionais capazes de entregar valor real ao usuário desde o primeiro contato.
O núcleo do método está na FVR (Ferramenta de Valor Recorrente), definida como uma peça única — como calculadoras, simuladores ou sistemas interativos — desenvolvida para atender a uma demanda concreta do público-alvo. Ao reunir diferentes etapas do funil em um único recurso, a FVR passa a desempenhar múltiplas funções dentro da estratégia de marketing.
Na prática, a ferramenta é capaz de atrair visitantes qualificados, coletar informações relevantes, conduzir o processo de conversão e, posteriormente, manter o relacionamento com o usuário. Por essa razão, Martinez costuma descrevê-la como o modelo que mais se aproxima de uma verdadeira “Máquina de Vendas”.
“Enquanto o conteúdo explica, a ferramenta executa”
Segundo o empreendedor, essa lógica reduz a dependência de grandes equipes comerciais e de campanhas contínuas de mídia, ao concentrar a geração de valor em um ativo digital escalável. Martinez possui formação técnica (SPAT) em Estratégia, Processos, Automação e Tráfego, áreas que influenciaram diretamente a construção do método.
A abordagem já vem sendo aplicada em segmentos como o mercado automotivo, onde empresas relatam ganhos em previsibilidade e eficiência, com indicadores de retorno sobre o investimento superiores aos observados em modelos mais tradicionais de marketing digital.
O conceito foi consolidado no livro “Marketing de Ferramenta”, no qual Martinez detalha a lógica por trás da criação, implementação e evolução das FVRs, além de apresentar exemplos práticos de uso em diferentes contextos de negócio.
O ToolMarketing não surge como uma substituição direta ao Marketing de Conteúdo, mas como um complemento natural em um ambiente onde automação, eficiência operacional e geração de valor contínuo se tornam cada vez mais relevantes para empresas que buscam escala.
