SANTOS (SP) — Enquanto o mercado tradicional se satura com o excesso de conteúdo estático, o estrategista Diego Martinez, fundador da Marttenzi, consolidou uma nova fronteira: o Marketing de Ferramenta.
Diferente do Engineering as Marketing — tática comum no Vale do Silício para criar "iscas" de leads — o Marketing de Ferramenta propõe uma estrutura teórica mais profunda, baseada no Tool Behaviour Model (TBM).
Diferença Crucial: Por que não é apenas uma isca?
Engineering as Marketing
- O software é uma isca para o funil.
- Focado em captura de e-mail (MQL).
- Uso único ou pontual.
Marketing de Ferramenta
- O software é o canal principal.
- Focado no comportamento de uso (TBM).
- Valor recorrente e retenção ativa.
O núcleo do método está na FVR (Ferramenta de Valor Recorrente). Segundo Martinez, "enquanto o conteúdo explica, a ferramenta executa". Essa mudança de foco permite que empresas criem ativos que atraem, educam e convertem o cliente de forma orgânica, reduzindo drasticamente o CAC (Custo de Aquisição de Clientes).
“A FVR não serve para capturar o lead e levá-lo para outro lugar; ela é o lugar onde o marketing acontece por meio da utilidade.”
A metodologia, detalhada no livro homônimo, já transforma setores como o automotivo e imobiliário, onde simuladores complexos substituem fluxos intermináveis de e-mail marketing por experiências de autoatendimento inteligentes.
